UC00081
Implementar regras de segurança e técnicas de gestão do risco em programas de turismo de natureza e aventura
- Carga horária
- 50 horas
- Pontos de crédito
- 4,5
- Nível de qualificação
- 5
Resultados de aprendizagem
Realizações
- Conceber o plano de gestão de risco para atividades de turismo de natureza e aventura.
- Aplicar as regras de segurança definidas para atividades de turismo de natureza e aventura.
- Avaliar a execução do plano de gestão de risco.
Critérios de desempenho
- Desenhando um plano de gestão de risco para programas em ambiente terrestre, aquático e aéreo, com base num modelo previamente definido.
- Cumprindo o planeamento da contingência e da resposta em emergência.
- Adaptando os estilos de liderança em função das características do grupo, dos programas, variáveis da atividade e níveis de risco associados.
- Selecionando e avaliando alternativas para a minimização do risco.
- Avaliando a conformidade do plano de gestão do risco com o programa realizado e propondo medidas de correção e melhoria contínua.
Conhecimentos
- Segurança versus insegurança.
- Gestão do risco e sua relevância – panorama da animação turística em Portugal, atividades de risco acrescido, gestão do risco versus gestão da segurança, responsabilidade e legislação específica, modelos de gestão do risco.
- Perceção do risco pelo cliente – comunicação, motivações para a aceitação do risco.
- Plano de gestão do risco – processo e fases da gestão do risco em atividades de turismo de natureza e aventura.
- Regras de segurança – segurança passiva (procedimentos prévios à atividade – autorizações requeridas, contactos de entidades de saúde e segurança, contratação de seguros, previsões meteorológicas, equipamentos, condições do espaço/local/zona de atividades), segurança ativa (ativação e controlo, durante a atividade, dos procedimentos de segurança passiva e dos procedimentos específicos da atividade), segurança reativa (resolução de problemas decorrentes da atividade).
- Planeamento da contingência e da resposta em emergência.
- Matriz de avaliação dos níveis de risco – variáveis (probabilidade de ocorrência e consequência) e níveis de risco (aceitável, moderado, alto, inaceitável).
- Técnicas de liderança e níveis de risco – modelo de programa/ atividade, características dos participantes (idade, competência motora/competência técnica, experiência), contexto e condições naturais, objetivo da atividade, nível de risco aceitável.
- Plano de gestão do risco – avaliação.
- Causas de acidentes – variáveis (pessoas, equipamentos, procedimentos, fatores fortuitos), identificação, investigação.
Aptidões
- Analisar o contexto e objetivos da atividade.
- Identificar os riscos, suas origens e causas, probabilidades de ocorrência de acidentes e respetivo grau de severidade.
- Criar a matriz de avaliação do risco.
- Definir medidas para tratar problemas e reduzir a exposição ao risco/perigo.
- Aplicar procedimentos de segurança e controlo do risco prévios à atividade.
- Comunicar o risco e analisar perceções e motivações dos participantes.
- Comunicar aos colaboradores e clientes as regras de segurança definidas para a atividade.
- Aplicar técnicas de motivação dos participantes para cumprimento das regras de segurança.
- Observar o comportamento dos participantes face às exigências de segurança das atividades e apoiar as suas necessidades.
- Monitorizar o uso dos equipamentos.
- Adaptar a comunicação de instruções de segurança ao perfil dos participantes.
- Adaptar as técnicas de liderança ao perfil dos participantes e aos níveis de risco estimados para a atividade.
- Gerir imprevistos.
- Planear a contingência e aplicar respostas de emergência.
- Resolver problemas relacionados com acidentes, acionar seguros, acompanhar clientes.
- Propor medidas de tratamento dos riscos.
- Analisar resultados, lacunas e desvios na execução do plano de gestão de risco.
- Identificar e analisar as variáveis de causalidade dos acidentes.
- Identificar problemas no cumprimento do plano de gestão de risco e propor melhorias.
Atitudes
- Responsabilidade pelas suas ações.
- Autonomia no âmbito das suas funções.
- Cuidado com a apresentação pessoal.
- Empatia.
- Respeito pelo outro.
- Escuta ativa.
- Assertividade na comunicação.
- Autocontrolo e autorregulação.
- Controlo emocional.
- Liderança.
- Disciplina.
- Flexibilidade e adaptabilidade.
- Respeito pelos princípios éticos e deontológicos.
- Respeito pelos princípios de segurança.
- Respeito pelos princípios da sustentabilidade.
Qualificações onde entra
- Técnico/a Especialista em Turismo de Natureza e Aventura (812RA003, nível 5)
O que o dossiê desta unidade te pede
A parte do dossiê técnico-pedagógico que cabe ao formador, para esta unidade:
- o programa ou o plano do módulo, com o objetivo geral e os objetivos específicos;
- um plano de sessão para cada sessão, com introdução, desenvolvimento e conclusão;
- as fichas técnicas das atividades;
- os instrumentos de avaliação, com a proposta de resolução.
No Docendo escolhes a unidade e propomos a divisão em sessões. Depois geramos cada sessão com o plano, as atividades e os instrumentos, e mudas tudo numa estrutura só.
Uma divisão possível em sessões
Com 50 horas, por exemplo:
- 10 sessões de 5 horas
- 13 sessões: 12 de 4 horas e 1 de 2 horas
É só um exemplo: a divisão é tua e da entidade formadora.
As regras que o Docendo verifica
Das 24 regras pedagógicas do Docendo, estas aplicam-se a cada módulo e a cada sessão:
- C1 Objetivos presentes
- C6 Três fases
- C7 Introdução completa
- C8 Desenvolvimento teórico-prático
- C9 Conclusão completa
- C10 Os tempos somam
- C11 Proporção das fases
- C13 Regra dos 30/70
- C15 Três momentos de avaliação
- C16 Comunicação dos resultados
- C17 Avaliação em condições equivalentes
- C18 Recursos declarados
- C19 Prever alternativas
- C20 Conteúdos no desenvolvimento
- C24 Cobertura de domínios
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Fonte: Catálogo Nacional de Qualificações, lido a 31/10/2026.