UC03454

Colaborar no processo de ferrar o cavalo

Carga horária
50 horas
Pontos de crédito
4,5
Níveis de qualificação
2, 4

Resultados de aprendizagem

Realizações

  • Avaliar o estado dos cascos e ferraduras.
  • Organizar e preparar os recursos para a ferração.
  • Efetuar a contenção do cavalo para as operações de ferração.
  • Executar os procedimentos de higienização das instalações e equipamentos de siderotecnia.

Critérios de desempenho

  • Monitorizando o estado de conservação dos cascos, o andamento e sinais de lesão do equino.
  • Garantido o plano e o cronograma definidos e os recursos necessários à ferração.
  • Aplicando os procedimentos/técnicas e etapas de contenção garantido a segurança e bem-estar animal.
  • Cumprindo os procedimentos e etapas de limpeza e desinfeção das instalações e equipamentos de siderotecnia.
  • Cumprindo os requisitos legais e as normas de proteção individual, de biossegurança e da qualidade.

Conhecimentos

  • Ferração e siderotecnia em Portugal – caracterização e evolução e terminologia técnica.
  • Importância económica da siderotecnia no âmbito da fileira do cavalo.
  • Morfologia exterior do cavalo, aprumos, posturas, andamentos e atitudes.
  • Membros anteriores e posteriores do cavalo – Anatomia (estrutura óssea e irrigação sanguínea), conformação normal e biomecânica da mão e do pé do cavalo.
  • Casco – anatomia e conformação normal e funções.
  • Locomoção do cavalo.
  • Estabilidade dos apoios.
  • Defeitos e afeções do casco - claudicação, aguamento ou laminite, rotação da terceira falange, lesões musculares e de tendões, lesões articulares, quartos, sobremão e sobre­pé, sobre­canas e abcessos no casco.
  • Aparação do casco.
  • Correção de aprumos.
  • Escolha da ferradura - tipos de ferraduras, fabrico e ajustes e acessórios (escolha dos cravos); em função da disciplina que o cavalo trabalha e o piso.
  • Equipamentos e materiais para ferrar o cavalo.
  • Ferração – normal, corretiva, paliativa, a quente e frio.
  • Manutenção da ferração – frequência e procedimentos.
  • Patologias a ter em conta na ferração
  • Outras técnicas de proteção do casco - Bota de neoprene e proteção química da sola.
  • Métodos e técnicas de contenção de equinos na ferração – procedimentos e cuidados.
  • Instalações de siderotecnia - características, organização do espaço e circuitos.
  • Equipamento de siderotecnia e acessórios.
  • Manutenção e higiene de instalações e equipamentos – cronogramas e procedimentos.
  • Fabricação e preparação da ferradura – operações.
  • Normas de gestão de resíduos.
  • Equipamentos de proteção individual (EPI).
  • Normas de segurança e saúde no trabalho.
  • Normas de proteção ambiental.
  • Normas da qualidade.
  • Normas de bem-estar animal.

Aptidões

  • Verificar o exterior e a conformação normal dos aprumos, da postura, da mão, do pé e do casco dos cavalos.
  • Verificar o andamento do cavalo.
  • Relacionar movimentos com aprumos.
  • Verificar desgaste e os defeitos no casco do cavalo.
  • Identificar os defeitos e afeções do casco do cavalo.
  • Relacionar o desgaste do caso com defeitos de aprumo.
  • Verificar o estado das ferraduras.
  • Detetar sinais de lesões associadas ao trabalho e disciplina.
  • Identificar os objetivos e as técnicas de ferração de cavalos.
  • Verificar a necessidade de ferração.
  • Determinar o cronograma de ferração.
  • Aplicar os procedimentos e técnicas de contenção do cavalo par apagar o casco e aplicar a ferradura.
  • Caracterizar os tipos de ferração e as suas aplicações.
  • Selecionar a ferradura para a disciplina praticada e piso.
  • Organizar as atividades de ferração.
  • Distinguir os instrumentos e acessórios de siderotecnia.
  • Aplicar as normas de gestão de resíduos.
  • Utilizar os equipamentos de proteção individual.
  • Interpretar as orientações para a criação de cronogramas de limpeza.
  • Aplicar os procedimentos de limpeza e desinfeção das instalações, equipamentos e materiais de siderotecnia.
  • Aplicar as normas de segurança e saúde no trabalho.
  • Aplicar as normas de proteção ambiental.
  • Aplicar as normas da qualidade.
  • Aplicar normas de bem-estar animal.

Atitudes

  • Responsabilidade pelas suas ações.
  • Autonomia no âmbito das suas funções.
  • Iniciativa e proatividade.
  • Empenho e persistência na resolução de problemas.
  • Sentido de organização.
  • Rigor.
  • Respeito pelas regras e normas definidas.
  • Respeito pelos princípios de bem-estar animal.

Qualificações onde entra

O que o dossiê desta unidade te pede

A parte do dossiê técnico-pedagógico que cabe ao formador, para esta unidade:

  • o programa ou o plano do módulo, com o objetivo geral e os objetivos específicos;
  • um plano de sessão para cada sessão, com introdução, desenvolvimento e conclusão;
  • as fichas técnicas das atividades;
  • os instrumentos de avaliação, com a proposta de resolução.

No Docendo escolhes a unidade e propomos a divisão em sessões. Depois geramos cada sessão com o plano, as atividades e os instrumentos, e mudas tudo numa estrutura só.

Uma divisão possível em sessões

Com 50 horas, por exemplo:

  • 10 sessões de 5 horas
  • 13 sessões: 12 de 4 horas e 1 de 2 horas

É só um exemplo: a divisão é tua e da entidade formadora.

As regras que o Docendo verifica

Das 24 regras pedagógicas do Docendo, estas aplicam-se a cada módulo e a cada sessão:

  • C1 Objetivos presentes
  • C6 Três fases
  • C7 Introdução completa
  • C8 Desenvolvimento teórico-prático
  • C9 Conclusão completa
  • C10 Os tempos somam
  • C11 Proporção das fases
  • C13 Regra dos 30/70
  • C15 Três momentos de avaliação
  • C16 Comunicação dos resultados
  • C17 Avaliação em condições equivalentes
  • C18 Recursos declarados
  • C19 Prever alternativas
  • C20 Conteúdos no desenvolvimento
  • C24 Cobertura de domínios

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Fonte: Catálogo Nacional de Qualificações, lido a 31/10/2026.