UFCD CLC_7

Fundamentos de cultura, língua e comunicação

Carga horária
50 horas
Pontos de crédito
4,5

Objetivos

  • Intervém de forma pertinente, convocando recursos diversificados das dimensões cultural, linguística e comunicacional.
  • Revela competências em cultura, língua e comunicação adequadas ao contexto profissional em que se inscreve.
  • Formula opiniões críticas, mobilizando saberes vários e competências culturais, linguísticas e comunicacionais.
  • Identifica os principais fatores que influenciam a mudança social, reconhecendo nessa mudança o papel da cultura, da língua e da comunicação.

Conteúdos

  • Uma Cultura de programação: trajetos pessoais e mudança social
    • <I>Conceitos-chave:</I> <I>contexto</I> <I>de</I> <I>vida;</I> <I>trajecto</I> <I>pessoal;</I> <I>família;</I> <I>trabalho;</I> <I>interação</I> <I>social;</I> <I>mudança</I> <I>social;</I> <I>recurso</I> <I>financeiro;</I> <I>aprendizagem</I> <I>não</I> <I>formal;</I> <I>investigação</I> <I>cultural</I> <I>intensiva</I> <I>e</I> <I>extensiva;</I> <I>urbanismo;</I> <I>património;</I> <I>sistemas</I> <I>de</I> <I>comunicação;</I> <I>cultura</I> <I>artística;</I> <I>literatura;</I> <I>património</I> <I>cultural</I> <I>e</I> <I>artístico;</I> <I>globalização</I>
      • Relação entre os contextos de vida e os trajetos pessoais
        • Novas dinâmicas de família, trabalho e de redes de interação social
        • Importância dos recursos financeiros, dos equipamentos culturais, das interações sociais nas opções e nas trajetórias individuais
        • Consciência da presença e da representação do Outro na construção do Eu
      • A importância das aprendizagens não formais nas manifestações culturais e artísticas e destas naquelas
      • Metodologias disponíveis de diagnose e prospeção ao serviço da atividade cultural: inquérito, entrevista, observação direta e análise documental
      • Investigação cultural intensiva e extensiva: objetivos, propósitos e adequação da opção
      • Arte privada e Arte pública
        • Consequências na gestão do urbanismo e do património
        • Manifestações artísticas diferenciadas: intervenção e apropriação
        • Instituições, Museus e Arquivos
      • A influência dos fatores culturais, políticos e físicos nos processos de mudança social ao longo da história
        • Evolução dos princípios estéticos da Arte e sua relação com o real
        • A Cultura artística e seu impacto nas sociedades
        • A Importância da Literatura na consolidação do património cultural e artístico de um povo
      • Fatores de aceleração da mudança social e cultural na história recente: os adventos da Revolução industrial, do cientismo, do racionalismo, dos confrontos bélicos, entre outros
      • Efeitos da globalização das políticas financeiras e seus impactos na gestão da promoção da Cultura, nos seus diferentes aspetos e dimensões (por exemplo, arte popular e arte das elites)
  • A Língua e a Literatura portuguesas no mundo como elementos de união e intervenção cívica
    • <I>Conceitos-chave:</I> <I>texto</I> <I>criativo;</I> <I>texto</I> <I>literário;</I> <I>registo</I> <I>autobiográfico;</I> <I>realidade</I> <I>e</I> <I>ficção;</I> <I>texto</I> <I>informativo;</I> <I>notas;</I> <I>resumo;</I> <I>síntese;</I> <I>texto</I> <I>argumentativo;</I> <I>texto</I> <I>expositivo-argumentativo;</I> <I>debate;</I> <I>leitura;</I> <I>interpretação;</I> <I>escrita;</I> <I>variação</I> <I>e</I> <I>mudança;</I> <I>Língua;</I> <I>Literatura;</I> <I>metalinguagem;</I> <I>identidade</I> <I>global</I> <I>e</I> <I>local</I>
      • O texto criativo como expressão de vivências
        • Mecanismos de reconhecimento do Outro na construção de Si
        • Registo autobiográfico de trajetos de vida individuais e coletivos: memórias, diários, cartas, relatos entre outros
        • Memória coletiva e imaginário, traçados pelo recurso consciente e estruturado a crónicas, entrevistas, descrições e relatos
        • Percursos individuais e coletivos no texto literário: realidade e ficção
      • Registos linguísticos/textuais de intervenção socioprofissional
        • Recurso consciente e estruturado a diversos tipos de texto como forma de intervenção profissional: narrativa literária, textos de caráter autobiográfico
        • Domínio de mecanismos linguísticos que viabilizem metodologias de diagnose e prospeção: inquéritos, entrevistas, formulários entre outros
        • Tomada de notas, resumo e síntese de textos informativos como preparação da produção de textos reflexivos em contexto profissional
      • Construção de opiniões fundamentadas num contexto institucional
        • Os textos de apreciação crítica e as dinâmicas de intervenção na vida social, económica, política e cultural
        • O texto argumentativo e expositivo-argumentativo como instrumento de formulação e apresentação de opiniões críticas de amplitude institucional
        • Técnicas de estruturação de um guião para debate/participação institucional público
      • Consciência da Língua viva, em constante mudança
        • Os fenómenos de variação e mudança na Língua Portuguesa, como causas e consequências da intervenção cívica e social no campo do conhecimento
        • Perceção da Língua como elemento construtor do universo e impulsionador da evolução das sociedades: exemplo do hipertexto e usos linguísticos específicos das tecnologias de informação e comunicação
        • Fontes de informação terminológica e cultural: o movimento constante entre a estabilização de conceitos e o acompanhamento da mudança (exemplos das enciclopédias e dos dicionários)
      • O papel da Literatura na formação de opinião para a intervenção social: leitura e interpretação de textos literários de autores portugueses e/ou estrangeiros de mérito reconhecido como forma de fortalecer e mobilizar competências culturais, linguísticas e comunicacionais.
      • Recursos linguísticos pertinentes para a construção de páginas pessoais na Internet e a participação em fóruns, subscrições, salas de conversação, entre outros
      • Importância da exploração e produção de documentários e artigos de apreciação crítica acerca da identidade global e local, na construção da opinião pessoal fundamentada
  • Os sistemas de Comunicação na expressão do pensamento crítico, na construção da relação entre a opinião pessoal e a opinião pública
    • <I>Conceitos-chave:</I> <I>identidade</I> <I>cultural;</I> <I>relação</I> <I>interpessoal;</I> <I>intenção</I> <I>comunicativa;</I> <I>o</I> <I>quarto</I> <I>poder</I> <I>–</I> <I>Média;</I> <I>suporte</I> <I>teórico;</I> <I>competência</I>
      • A comunicação entre indivíduos, através de suportes diversos, como forma de construção de uma identidade cultural comum
      • O papel dos média e da opinião pública nas relações interpessoais
        • Perceção de intenções comunicativas de alcance cultural e ideológico
        • Construção de um posicionamento crítico face à construção de opinião pública pelos média, através da seleção da informação veiculada
        • O quarto poder: influência dos média e dos sistemas de comunicação na face das sociedades e nos ritmos de alteração de paradigmas culturais
      • Perceção da complementaridade Teoria/Prática em contexto profissional e institucional
        • Noção de suporte teórico das práticas profissionais
        • Noção de mobilização pragmática de competências e perceção integradora do desempenho profissional
        • Estratégias de sensibilização para planos formativos integradores
      • Cultura de globalização e Cultura de preservação de identidades: confronto ou complementaridade?
        • Influência dos movimentos globalizantes no quotidiano individual
        • Mudança dos modelos e ritmos de acesso à informação
        • Alteração de paradigmas de atuação e de abrangência da intervenção cívica
  • Áreas do Saber: Língua Portuguesa; Literatura Portuguesa; Língua estrangeira; Filosofia; Geografia; História; Formação Cívica

O que o dossiê desta unidade te pede

A parte do dossiê técnico-pedagógico que cabe ao formador, para esta unidade:

  • o programa ou o plano do módulo, com o objetivo geral e os objetivos específicos;
  • um plano de sessão para cada sessão, com introdução, desenvolvimento e conclusão;
  • as fichas técnicas das atividades;
  • os instrumentos de avaliação, com a proposta de resolução.

No Docendo escolhes a unidade e propomos a divisão em sessões. Depois geramos cada sessão com o plano, as atividades e os instrumentos, e mudas tudo numa estrutura só.

Uma divisão possível em sessões

Com 50 horas, por exemplo:

  • 10 sessões de 5 horas
  • 13 sessões: 12 de 4 horas e 1 de 2 horas

É só um exemplo: a divisão é tua e da entidade formadora.

As regras que o Docendo verifica

Das 24 regras pedagógicas do Docendo, estas aplicam-se a cada módulo e a cada sessão:

  • C1 Objetivos presentes
  • C6 Três fases
  • C7 Introdução completa
  • C8 Desenvolvimento teórico-prático
  • C9 Conclusão completa
  • C10 Os tempos somam
  • C11 Proporção das fases
  • C13 Regra dos 30/70
  • C15 Três momentos de avaliação
  • C16 Comunicação dos resultados
  • C17 Avaliação em condições equivalentes
  • C18 Recursos declarados
  • C19 Prever alternativas
  • C20 Conteúdos no desenvolvimento
  • C24 Cobertura de domínios

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Fonte: Catálogo Nacional de Qualificações, lido a 31/10/2026.